quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Miami, um mercado favorável para investimentos

Miami, um mercado favorável para investimentos
Hoje é possível comprar um imóvel em condomínios de luxo na praia, em Miami, por 40% a menos do que um nas regiões mais privilegiadas das capitais brasileiras

Miami, um mercado favorável para investimentos
Miami, um mercado favorável para investimentos

Miami foi sempre uma cidade que despertou sonhos não apenas em brasileiros, mas em turistas e investidores do mundo inteiro. Com a forte crise americana, que se iniciou em 2006, e a explosão da "bolha imobiliária", que nesse Estado foi muito maior por ser um local bastante explorado turisticamente, a Flórida mais do que nunca passou a fazer parte dos projetos de investimento de milhares de pessoas e, principalmente, dos brasileiros, por ser um estado potencialmente turístico, iluminado pelo sol o ano todo e com lindas praias, atraente por suas ofertas de preços nas compras e gastronomia universal. Miami também é vizinha de Orlando e seus parques da Disney e Universal Studios são o destino predileto dos brasileiros. Além da praia, o clima e as compras, um ponto que atrai muito é a localização de Miami como um ponto a meio caminho entre a América do Sul e a Europa, onde os objetos de arte, antiguidades e moda das capitais europeias estão sempre nas vitrines.

De acordo com as informações, os preços dos imóveis caíram mais de 50% em relação a 2006, e hoje, se comparados aos do mercado imobiliário brasileiro, estão cerca de 60% mais baratos do que os imóveis nas principais cidades brasileiras. Com isso, os olhos estrangeiros se voltaram para a Flórida, que já enxergam esse mercado como investimento e não mais apenas visando ao turismo, lazer e compras. Pesquisas mostram que atualmente os brasileiros são os segundos maiores compradores de imóveis em Miami e cidades próximas no sul da Flórida. Por isso os brasileiros já são vistos de outra maneira pelo mercado americano e cotados como um dos maiores parceiros da Flórida em termos comerciais. O número de voos entre as principais capitais brasileiras e Miami/Orlando ultrapassa a casa dos 50 por dia, incluindo as conexões.

Miami, um mercado favorável para investimentos
Miami, um mercado favorável para investimentos

A quantidade de turistas é tão representativa que, para suprir a demanda dos brasileiros, o órgão local de turismo passou a publicar guias de compras, mapas e outros materiais em português para facilitar o atendimento e a estada dos brasileiros em Miami e Orlando. A economia brasileira está em franca expansão e a expectativa é que ela se torne a quinta maior do mundo até 2016. O índice de desemprego se encontra em baixa recorde no país. E, talvez, o mais importante seja a moeda brasileira – o real –, que está forte em relação ao dólar, tornando as viagens, gastos e investimentos na Flórida mais acessíveis aos brasileiros. As vendas de imóveis para brasileiros estão a todo vapor. Hoje eles representam o setor estrangeiro mais importante no mercado do sul da Flórida. Nesta edição, a Única preparou uma matéria que trouxe uma entrevista com dois profissionais especialistas que podem ajudar a embasar a sua pesquisa sobre investir no exterior: Cyro Raffa - consultor de imóveis licenciado na Flórida - e Helena Scaff Ferro Pedrosa, que é consultora de logística, exportação, turismo e concierge para os brasileiros na Flórida.

Imóveis no exterior atraem investidores Brasileiros

MERCADO
Imóveis no exterior atraem investidores
Brasileiros devem estar informados sobre os aspectos legais



Lançamento do Saint Tropez Condominiums, de Miami, aqui no Recife, chamou a atenção

A iniciativa de uma imobiliária do Recife em comercializar unidades de um empreendimento de luxo no exterior chamou a atenção do mercado imobiliário no início deste mês. Afinal de contas, pouco se fala sobre o poder de negociação e o interesse que algumas pessoas têm em adquirir casas e apartamentos fora do País. Mas, a verdade é que esse tipo de investidor existe, apesar de poucos, e  tem preferência por empreendimentos nos Estados Unidos, Miami e Nova York, além de países da Europa, como Portugal e França.  Se você possui curiosidade sobre o assunto ou almeja conquistar um imóvel no exterior, preste atenção a alguns cuidados que deve ter.


Assim como no Brasil existem leis que guiam o setor imobiliário, não é diferente nos outros países. Logo, para não entrar em uma enrascada, o primeiro passo é encontrar profissionais da área, como corretores e advogados, que são conhecedores do mercado do local; eles poderão dar  suporte sobre os aspectos legais e os encargos do país, o que é necessário para um bom negócio. 

“Diferentemente do Brasil, aqui em Miami os corretores participam de um sistema único chamado Multiple Listing Service (MLS), onde apenas os profissionais registrados têm acesso a informações completas sobre propriedades que estão em oferta. Isto aperfeiçoa o  atendimento, visto que são maiores as chances de encontrar  imóveis no  perfil do cliente; do mesmo modo que agiliza as vendas”, esclarece a corretora que mora há cinco anos  na cidade do estado americano da Flórida, Daniela Caldas Ribeira.

A pernambucana não recomenda ao investidor fazer a compra como pessoa física para imóveis acima de U$ 300 mil. É preferível abrir uma empresa no país, visto que há uma lei americana em que, no caso de morte, parte dos bens do falecido são validados pelo Estado. Isso diminui o valor da herança dos parentes. Ou seja, se a compra da casa é feita através de uma pessoa jurídica, não há esse risco. 

Daniela diz que sua clientela é de latino-americanos que tiram proveito do colapso econômico dos Estados Unidos para investir e também gozar da segurança e qualidade de vida que o local oferece. Seu primeiro cliente foi há dois anos. Um executivo conterrâneo, que conseguiu comprar um apartamento em Sunny Isles, à beira-mar, no auge da crise, por um valor bem abaixo do normal. Hoje, com a economia americana melhorando, o preço do imóvel duplicou.

Os apartamentos mais procurados por brasileiros em Miami são em Miami Beach, Bal Harbour, Sunny Isles, Aventura Biscayne Boulevard e na Brickell Avenue. Atualmente, os mais valorizados são em Brickell, pois são próximos aos centros comerciais. O preço dos imóveis residenciais com dois quartos, 100 metros quadrados, está em torno de U$ 325 mil, cerca de R$ 617 mil. Já os próximos ao litoral, na mesma medida, custam a partir de, aproximadamente, U$ 500, o que em reais é cerca de 950 mil. Os bancos norte-americanos também facilitam a aprovação de crédito para  financiamentos.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Brasileiros compram imóveis de luxo em Miami

Brasileiros compram imóveis de luxo em Miami


Mansão em Miami ( Foto:Divulgação)

Os brasileiros foram, entre os estrangeiros, os que mais compraram imóveis acima de US$ 1 milhão em Miami, nos Estados Unidos, no ano passado. Eles também ficaram na vice-liderança do ranking de compradores internacionais na região para todas as faixas de preço de imóveis, com 12% dos negócios, atrás somente dos venezuelanos (15%), revela uma pesquisa feita pelo sindicato dos corretores de Miami (Miami Realty Association).

Em números redondos, os brasileiros adquiriram em 2011 cerca de 150 imóveis avaliados entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões, em Miami e Fort Lauderdale. É exatamente atrás desses compradores que o diretor da filial da Flórida (EUA) da ONE Sotheby’s International Realty, Daniel de la Vega, está desde segunda-feira no País.

Ele busca compradores para um empreendimento residencial de alto padrão em Miami, chamado Bellini, que fica em Williams Island. São 70 APARTAMENTOS distribuídos por 24 andares. Com área que varia entre 208 metros quadrados e 406 metros quadrados, os preços dos APARTAMENTOS oscilam entre US$ 1,050 milhão e US$ 4,250 milhões, respectivamente.

O empreendimento começou a ser construído em outubro de 2011 e deve ser concluído em junho de 2013. O projeto tem área de lazer com 16 quadras de tênis, marina para ancoragem de barcos e elevador privativo para cada residência.

“Estamos muito contentes com o resultado de vendas obtido até agora”, afirma Vega, sem revelar números. Os negócios fechados do empreendimento até o momento não incluem os brasileiros, segmento de mercado que começará a ser garimpado a partir de agora.

Vega conta que a estratégia da imobiliária é vir a cada três meses ao Brasil para vender o empreendimento. Nesta semana, ele se reuniu com os corretores brasileiros, mas houve encontros com clientes interessados no empreendimento. Segundo ele, o desempenho da economia do País, associado à preferência do brasileiro por Miami, é o motivo que o trouxe até aqui.

“Se tivéssemos vendendo um empreendimento no Alasca, não estaríamos aqui. O brasileiro está comprando é em Miami”, diz Vega. Ele explica que, além de ser um destino internacional de fácil acesso, vários outros fatores atraem os brasileiros para lá: grandes shoppings, praias belíssimas e as pessoas falando espanhol e até português.

“Miami é uma cidade quase latina e muito familiar para os brasileiros.” Ele observa que nem precisa fazer muito esforço para vender os imóveis. “Os brasileiros, quando vêm procurar um imóvel em Miami, já estão vendidos”, brinca.

Preços
Vega observa que não é possível comparar os preços do metro quadrado em São Paulo com os de Miami por causa da localização dos imóveis, mas afirma que as cotações de lá estão mais em conta. No caso do empreendimento que ele está vendendo, o preço do metro quadrado de área total varia entre US$ 4,2 mil e US$ 7,4 mil, dependendo do tipo de apartamento.

Ele também ressalta que, depois da crise imobiliária que atingiu os Estados dos Unidos em setembro de 2008, com a quebra do Lehman Brothers, a tendência dos preços é de alta. Em dólar, os preços dos imóveis em Miami estão 50% menores em relação ao pico, atingido em 2006. Também as cotações estão no mesmo nível de dez anos atrás.

No ano passado, Vega já esteve no País vendendo outros empreendimentos e obteve resultados positivos. De um total de 120 clientes atendidos, 60% fecharam negócios e os 40% restantes estão em fase de negociação. Ele explica que há uma fatia de compradores brasileiros que ainda tem uma certa insegurança de comprar um imóvel no exterior. “Eles consultam advogados e demoram mais tempo para fechar o negócio.”

De qualquer forma, Vega já identificou três perfis de compradores brasileiros em Miami. O primeiro grupo é formado por investidores que adquirem o imóvel para alugar. O segundo grupo é de jovens executivos solteiros, que procuram APARTAMENTOS com um único quarto e que oferecem serviços.

O último grupo reúne famílias que já frequentam Miami, possuem um imóvel lá e querem comprar outro melhor. Ele observa que, normalmente, quando um brasileiro adquire um imóvel em Miami, aparecem outros brasileiros, amigos ou parentes,querendo comprar imóveis. A preferência é pela compra de um imóvel no mesmo bairro e, se possível, no mesmo prédio no qual os parentes e amigos já têm uma propriedade.

Brasileiros serão os maiores compradores de imóveis em Miami em 2012

Brasileiros serão os maiores compradores de imóveis em Miami em 2012

Corretores de imóveis e incorporadoras acreditam que os brasileiros serão a maioria dos novos empreendimentos de luxo da cidade

Projeto do condomínio Bellini, da ONE Sotheby's, em Williams Island: luxo à altura dos brasileiros (Foto: Divulgação)
Projeto do condomínio Bellini, da ONE Sotheby's, em Williams Island: luxo à altura dos brasileiros (Foto: Divulgação)Projeto do condomínio Bellini, da ONE Sotheby's, em Williams Island: luxo à altura dos brasileiros (Foto: Divulgação)


Até o final de 2012, os brasileiros devem assumir a liderança no ranking dos maiores compradores de imóveis em Miami. Até agora, os números estão do nosso lado. Em condomínios como a Trump Tower, 70% das unidades de uma das três torres foram vendidas a brasileiros. No topo da pirâmide, em que se situam os imóveis com preço acima de US$ 1 milhão, os brasileiros já lideram o ranking. Eles também gastam mais no preço médio do imóvel: US$ 215 mil contra US$ 175 mil dos outros. Um levantamento feito em novembro pelo Sindicato dos Corretores (Miami Realtors Association) mostrou que os brasileiros ganham dos argentinos em todas as outras faixas, com 12% das aquisições, perdendo apenas para os venezuelanos, com 15%. De lá para cá, o jogo começou a virar mais rápido, a ponto de empresas estrangeiras como o International Sales Group (ISG) anunciarem a abertura de escritório no país. "Este é o ano do Brasil, todo mundo está dizendo isso", afirma Craig Studnicky, presidente do ISG.
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“Nunca vi um mercado tão aquecido como agora, com os preços tão baixos nos Estados Unidos”, afirmou Daniel de la Vega, diretor da ONE Sotheby’s International Realty na Flórida, em sua recente visita ao Brasil. Ele veio para apresentar um empreendimento exclusivo, Bellini, localizado em Williams Island, um espaço disputado e com unidades cotadas entre US$ 1,05 milhão e US$ 4,25 milhões. O condomínio luxuoso conta com spa, manobrista e elevadores automáticos. Vega explicou que é exatamente esse tipo de imóvel que mais atrai os brasileiros que procuram um espaço para passar as férias com a família – mas não significa que não estão atentos também à possibilidade de fazer dinheiro por lá. “Eles buscam de um estilo de vida a um investimento”, disse.

Os brasileiros compraram cerca de 150 imóveis avaliados entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões em 2011, em Miami e Fort Lauderdale, de acordo com o relatório o Miami Realtors Association. São clientes exigentes que, quando satisfeitos, entusiasmam-se a ponto de fazer um boca-a-boca eficiente que atrai novos clientes. “Estamos falando do comprador que pode até pensar em algo para a família, mas quer ter certeza que ali há um investimento para capitalizar”, diz Fabio Rossi, diretor da ONE Sotheby’s no Brasil. Na faixa que fica entre US$ 300 mil e US$ 500 mil, o número de investidores quase equipara-se ao dos compradores que enxergam em Miami uma opção às férias no Nordeste, por exemplo. Nesse perfil, muitos brasileiros “sozinhos” (solteiros ou divorciados) assinam contrato por identificar-se com a cidade. “Eles querem ter um lugar para se divertir”, diz Rossi.


Projeto to Porsche Design Tower, com elevador que leva o carro até o apartamento: tudo o que os brasileiros gostam (Foto: Divulgação)

Projeto to Porsche Design Tower, com elevador que leva o carro até o apartamento: tudo o que os brasileiros gostam (Foto: Divulgação)Projeto to Porsche Design Tower, com elevador que leva o carro até o apartamento: tudo o que os brasileiros gostam (Foto: Divulgação)



Fator Brasil

A “invasão brasileira”, como se referem alguns corretores à atual onda, tomou força nos últimos dois anos, puxada por um preço mais atraente do metro quadrado – na média 50% menor em relação ao pico em 2006. Em alguns imóveis de alto padrão em São Paulo, como na Vila Nova Conceição, o metro quadrado de um lançamento chega a custar R$ 15 mil, contra R$ 13,5 mil em um condomínio de altíssimo padrão em Sunny Isle. Além disso, Miami é um destino de férias tradicional dos brasileiros (apareceu em primeiro lugar na pesquisa da Skyscrapper, batendo Buenos Aires e Paris), com muitos voos diretos e a possibilidade de encontrar atendimento em português. Quem visita a região nas férias vê grupos de brasileiros fazendo compras, comendo nos restaurantes ou trocando dicas e indicações de decoradores e arquitetos.

O “fator Brasil” já tem tanto peso que os projetos começam a considerar as necessidades desse cliente já na planta. O melhor exemplo é o Porsche Design Tower, um investimento de US$ 600 milhões que começará a ser construído no final deste ano. O lançamento é o primeiro projeto imobiliário com design da empresa alemã, famosa por seus carros de luxo. Com 57 andares, o prédio terá 132 apartamentos com área entre 400 m2 e 1,5 mil m2 – a um custo de R$ 5,4 milhões a R$ 27 milhões. Assim como a Porsche oferece aos clientes um serviço completo de customização e design de interiores, os apartamentos serão feitos sob medida para cada cliente – que podem escolher do material ao número de quartos. “Nós demos muitos inputs nesse projeto, pensando exatamente no que o brasileiro gosta”, diz Cristiano Piquet, do Piquet Group. Ele veio ao Brasil para fazer um pré-lançamento do empreendimento (juntamente com o Trump Soho Nova York e um condomínio dentro da Disney), que só será apresentado ao mercado internacional em junho. “Além de um pé direito de 7m de altura, piscina no terraço e um espaço privado dentro da adega do prédio, o apartamento terá quarto de empregada”, diz Piquet, apontando um diferencial que os brasileiros não encontram no mercado americano. Mas o maior chamariz ainda deve ser a garagem dentro do apartamento: um elevador conduz o carro até o andar desejado e o morador simplesmente estaciona o carro à vista dos familiares no living. Cada apartamento tem espaço para dois carros e mais um número ilimitado de veículos na garagem.

Vyzcayne, um dos empreendimentos da ISG que atrai atenção dos brasileiros em Miami (Foto: Divulgação)
Vyzcayne, um dos empreendimentos da ISG que atrai atenção dos brasileiros em Miami (Foto: Divulgação)Vyzcayne, um dos empreendimentos da ISG que atrai atenção dos brasileiros em Miami (Foto: Divulgação)



A forte presença dos brasileiros em território americano não escapa aos grupos internacionais, que se movimentam com eventos periódicos para apresentação de lançamentos ou que decidiram adentrar o mercado para entender melhor as necessidades desse cliente. Com bases em Downtown Miami, South Beach, Aventura e Daytona Beach, o International Sales Group (ISG) anunciou este mês a abertura de escritórios em São Paulo, Buenos Aires e Cingapura. A incorporadora oferece empreendimentos como o Vizcayne, My Brickell e Harbour House, em Miami. Os dois primeiros tiveram mais de 70% de seu inventório vendido entre Brasil e Argentina. “Decidimos abrir o escritório no Brasil justamente devido à procura de brasileiros por propriedades em Miami”, diz Craig Studnicky, presidente da ISG. Somente no primeiro trimestre, quase 100 dos negócios fechados foram assinados por brasileiros. “Eles estão comprando em todas as faixas de preço. Já vi brasileiros comprarem apartamentos de US$ 200 mil e até de US$ 20 milhões”.

Trabalhando há 20 anos no mercado local, ele diz que a presença brasileira já era comum desde o final dos anos 1990, mas nos últimos 18 meses tem sido massiva. Studnicky afirma que os brasileiros preferem os condomínios [53% contra 34% em casas] pela comodidade e que o imóvel funciona como segunda residência. O restante aproveita a baixa de preço para investir – pagando a hipoteca com o aluguel, muitas vezes para brasileiros.

Preços em alta

Além da ISG, a Elite International Realty, com sede em Miami, anunciou que vai atuar também na negociação de empresas, aquisições e empreendimentos comerciais. Ou seja, além de poder comprar ou vender seu imóvel, os brasileiros também poderão investir em escritórios e, quem sabe, abrir seu negócio e comprar uma empresa americana.

Aos brasileiros que ainda pensam em correr para agarrar sua unidade, fica um aviso. A alta procura já mexeu e deve mexer ainda mais com os preços de imóveis. Como em toda lei de oferta e procura, o mercado de Miami dá mostras de renovação. O valor das casas na área de Miami e Condado de Dade avançou 15,4% em fevereiro, passando de U$ 265.440 (o equivalente hoje a R$ 500,5 mil) em 2011 para U$ 306.391 (R$ 577,7 mil) em 2012. O preço médio para condomínios reflete mais essa procura: de U$ 214.012 (R$ 403,5 mil) para U$ 270.300 (R$ 509,6 mil), um crescimento de 26,3%, segundo dados da Miami Realtors Association.

"É bom que os brasileiros aproveitem agora porque nessa faixa de preço que eles costumam comprar, os preços serão outros em cinco anos", diz Martha Pomares, diretora do conselho. Segundo ela, ainda que o inventório esteja 35% abaixo do ano passado, com 12 mil imóveis disponíveis, os preços estão subindo em determinadas áreas. Os brasileiros já se movimentam mais para Brickell e Miami Beach. "É uma área em que se pode morar, trabalhar e se divertir, tudo no mesmo lugar", afirma. Como outros profissionais do mercado, ela se surpreendeu com a força da nova onda brasileira. "Nunca foi tão forte como agora", diz. Em setembro, Martha Pomares vem ao Brasil para participar da convenção da Secovi. Até lá, talvez, os números já tenham colocado os brasileiros no topo do ranking.