MERCADO
Imóveis no exterior atraem investidores
Brasileiros devem estar informados sobre os aspectos legais
Lançamento do Saint Tropez Condominiums, de Miami, aqui no Recife, chamou a atenção
A iniciativa de uma imobiliária do Recife em comercializar unidades de um empreendimento de luxo no exterior chamou a atenção do mercado imobiliário no início deste mês. Afinal de contas, pouco se fala sobre o poder de negociação e o interesse que algumas pessoas têm em adquirir casas e apartamentos fora do País. Mas, a verdade é que esse tipo de investidor existe, apesar de poucos, e tem preferência por empreendimentos nos Estados Unidos, Miami e Nova York, além de países da Europa, como Portugal e França. Se você possui curiosidade sobre o assunto ou almeja conquistar um imóvel no exterior, preste atenção a alguns cuidados que deve ter.
Assim como no Brasil existem leis que guiam o setor imobiliário, não é diferente nos outros países. Logo, para não entrar em uma enrascada, o primeiro passo é encontrar profissionais da área, como corretores e advogados, que são conhecedores do mercado do local; eles poderão dar suporte sobre os aspectos legais e os encargos do país, o que é necessário para um bom negócio.
“Diferentemente do Brasil, aqui em Miami os corretores participam de um sistema único chamado Multiple Listing Service (MLS), onde apenas os profissionais registrados têm acesso a informações completas sobre propriedades que estão em oferta. Isto aperfeiçoa o atendimento, visto que são maiores as chances de encontrar imóveis no perfil do cliente; do mesmo modo que agiliza as vendas”, esclarece a corretora que mora há cinco anos na cidade do estado americano da Flórida, Daniela Caldas Ribeira.
A pernambucana não recomenda ao investidor fazer a compra como pessoa física para imóveis acima de U$ 300 mil. É preferível abrir uma empresa no país, visto que há uma lei americana em que, no caso de morte, parte dos bens do falecido são validados pelo Estado. Isso diminui o valor da herança dos parentes. Ou seja, se a compra da casa é feita através de uma pessoa jurídica, não há esse risco.
Daniela diz que sua clientela é de latino-americanos que tiram proveito do colapso econômico dos Estados Unidos para investir e também gozar da segurança e qualidade de vida que o local oferece. Seu primeiro cliente foi há dois anos. Um executivo conterrâneo, que conseguiu comprar um apartamento em Sunny Isles, à beira-mar, no auge da crise, por um valor bem abaixo do normal. Hoje, com a economia americana melhorando, o preço do imóvel duplicou.
Os apartamentos mais procurados por brasileiros em Miami são em Miami Beach, Bal Harbour, Sunny Isles, Aventura Biscayne Boulevard e na Brickell Avenue. Atualmente, os mais valorizados são em Brickell, pois são próximos aos centros comerciais. O preço dos imóveis residenciais com dois quartos, 100 metros quadrados, está em torno de U$ 325 mil, cerca de R$ 617 mil. Já os próximos ao litoral, na mesma medida, custam a partir de, aproximadamente, U$ 500, o que em reais é cerca de 950 mil. Os bancos norte-americanos também facilitam a aprovação de crédito para financiamentos.