quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Imóveis no exterior atraem investidores Brasileiros

MERCADO
Imóveis no exterior atraem investidores
Brasileiros devem estar informados sobre os aspectos legais



Lançamento do Saint Tropez Condominiums, de Miami, aqui no Recife, chamou a atenção

A iniciativa de uma imobiliária do Recife em comercializar unidades de um empreendimento de luxo no exterior chamou a atenção do mercado imobiliário no início deste mês. Afinal de contas, pouco se fala sobre o poder de negociação e o interesse que algumas pessoas têm em adquirir casas e apartamentos fora do País. Mas, a verdade é que esse tipo de investidor existe, apesar de poucos, e  tem preferência por empreendimentos nos Estados Unidos, Miami e Nova York, além de países da Europa, como Portugal e França.  Se você possui curiosidade sobre o assunto ou almeja conquistar um imóvel no exterior, preste atenção a alguns cuidados que deve ter.


Assim como no Brasil existem leis que guiam o setor imobiliário, não é diferente nos outros países. Logo, para não entrar em uma enrascada, o primeiro passo é encontrar profissionais da área, como corretores e advogados, que são conhecedores do mercado do local; eles poderão dar  suporte sobre os aspectos legais e os encargos do país, o que é necessário para um bom negócio. 

“Diferentemente do Brasil, aqui em Miami os corretores participam de um sistema único chamado Multiple Listing Service (MLS), onde apenas os profissionais registrados têm acesso a informações completas sobre propriedades que estão em oferta. Isto aperfeiçoa o  atendimento, visto que são maiores as chances de encontrar  imóveis no  perfil do cliente; do mesmo modo que agiliza as vendas”, esclarece a corretora que mora há cinco anos  na cidade do estado americano da Flórida, Daniela Caldas Ribeira.

A pernambucana não recomenda ao investidor fazer a compra como pessoa física para imóveis acima de U$ 300 mil. É preferível abrir uma empresa no país, visto que há uma lei americana em que, no caso de morte, parte dos bens do falecido são validados pelo Estado. Isso diminui o valor da herança dos parentes. Ou seja, se a compra da casa é feita através de uma pessoa jurídica, não há esse risco. 

Daniela diz que sua clientela é de latino-americanos que tiram proveito do colapso econômico dos Estados Unidos para investir e também gozar da segurança e qualidade de vida que o local oferece. Seu primeiro cliente foi há dois anos. Um executivo conterrâneo, que conseguiu comprar um apartamento em Sunny Isles, à beira-mar, no auge da crise, por um valor bem abaixo do normal. Hoje, com a economia americana melhorando, o preço do imóvel duplicou.

Os apartamentos mais procurados por brasileiros em Miami são em Miami Beach, Bal Harbour, Sunny Isles, Aventura Biscayne Boulevard e na Brickell Avenue. Atualmente, os mais valorizados são em Brickell, pois são próximos aos centros comerciais. O preço dos imóveis residenciais com dois quartos, 100 metros quadrados, está em torno de U$ 325 mil, cerca de R$ 617 mil. Já os próximos ao litoral, na mesma medida, custam a partir de, aproximadamente, U$ 500, o que em reais é cerca de 950 mil. Os bancos norte-americanos também facilitam a aprovação de crédito para  financiamentos.